Entre os temas discutidos na conferência, a senadora destacou o fortalecimento da autonomia financeira, social e cultural da mulher, a erradicação da extrema pobreza, a construção de mais creches e a consolidação da cidadania feminina. Dois pontos, porém, tiveram maior repercussão: a adoção de medidas que garantam a autonomia financeira das mulheres, como capacitação profissional, e a ampliação da licença maternidade de quatro meses para seis meses.
– Ana Rita lembrou que a licença maternidade de seis meses já é obrigatória na administração pública, mas optativa na iniciativa privada. Uma das resoluções da conferência foi exatamente a de lutar pela ampliação obrigatória da licença. Outra foi a mobilização pelo combate à violência.
A reforma política também foi tema de discussão na conferência. Segundo a senadora, as mulheres apoiaram a reforma, sendo favoráveis a mudanças na legislação eleitoral brasileira, com lista proporcional, fechada e pré-ordenada, e paridade de candidaturas. Ana Rita citou a ex-presidente do Chile e atual diretora-executiva da ONU Mulheres, Michelle Bachelet, para quem só com mais mulheres no poder se poderia falar em democracia verdadeira.
“Foram muitas e importantes as resoluções aprovadas na conferência. Elas estão em fase de compilação e, quando prontas, serão encaminhadas a órgãos federais, estaduais e municipais”, disse a senadora, acrescentando que o documento trará todos os temas debatidos e aprovados pelas mais de 2.500 mulheres de todos os estados do país.
A senadora lembrou que cerca de 200 mil mulheres de todo o Brasil participaram da mobilização para a conferência em 2.160 municípios brasileiros.













