Mato Grosso do Sul

Violência contra a mulher indígena: uma atenção diferenciada

A pele morena e os cabelos lisos indicam a descendência indígena da militante Marlene Ricardi, de Campo Grande (MS). Ela, que é delegada, integrante da Marcha Mundial das Mulheres e feminista, veio com mais 50 delegadas do seu estado para a 3ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres. “Queremos uma atenção mais específica para a violência contra a mulher indígena”, pediu.

De acordo com Marlene, seu estado tem mais de 60 mil indígenas, sendo a maioria do sexo feminino, e vem sofrendo com a violência nos últimos anos. “Vim pedir a urgência da demarcação das terras indígenas para acabar com essa criminalidade”, revela. Para ela, a violência contra a mulher indígena é diferente da violência de uma mulher comum. “A cultura é diferente, não tem como colocar junto. Precisa de uma especificidade. Violência contra a mulher indígena não é só sexista, é contra uma etnia”, conclui a militante.

Nova Andradina lista ações em Conferência Regional

Cerca de 300 mulheres reuniram-se em Nova Andradina (MS) para propor ações a serem incorporadas no III Plano Nacional de Políticas para as Mulheres. Divididos em quatro eixos, os debates resultaram em 20 propostas. Confira as solicitações das mulheres do Mato Grosso do Sul:

Eixo I
1. Reservar 30% das cadeiras do legislativo, tipo cota, não apenas nas formações de chapa e sim como garantia de efetiva ocupação dessas cadeiras exclusivamente por mulheres, sendo os cargos de senadoras, deputadas federais e estaduais e vereadoras;

2. Cobrar e fiscalizar a obrigatoriedade ou não de se trabalhar a questão de gênero com os alunos do ensino fundamental seja no âmbito municipal ou estadual;

3. Oferecer incentivos fiscais as empresas que respeitem a igualdade de gênero em relação à remuneração, para homens e mulheres que exerçam a mesma função;

4. Criar junto às empresas privadas um processo de conscientização para abertura de um espaço quanto a contratação de mulheres com idade acima de 40 anos;

5. Criar uma proposta de emenda constitucional para garantir a mulher com mais de 70 anos o beneficio de prestação continuada (loas) independentemente de outros benefícios assistenciais ou previdenciários concedido ao cônjuge ou familiares; Continue lendo +

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