Violência contra a mulher indígena: uma atenção diferenciada
A pele morena e os cabelos lisos indicam a descendência indígena da militante Marlene Ricardi, de Campo Grande (MS). Ela, que é delegada, integrante da Marcha Mundial das Mulheres e feminista, veio com mais 50 delegadas do seu estado para a 3ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres. “Queremos uma atenção mais específica para a violência contra a mulher indígena”, pediu.
De acordo com Marlene, seu estado tem mais de 60 mil indígenas, sendo a maioria do sexo feminino, e vem sofrendo com a violência nos últimos anos. “Vim pedir a urgência da demarcação das terras indígenas para acabar com essa criminalidade”, revela. Para ela, a violência contra a mulher indígena é diferente da violência de uma mulher comum. “A cultura é diferente, não tem como colocar junto. Precisa de uma especificidade. Violência contra a mulher indígena não é só sexista, é contra uma etnia”, conclui a militante.












