São Paulo

Voz solitária

Em meio às três mil mulheres que participam da Conferência, uma voz parece solitária. A paulista Ângela Maluf tenta, insistentemente, trazer a pauta as reivindicações e melhorias para as mulheres em situação de presídio.

A Secretária Municipal da Mulher de Cotia, no interior de São Paulo, acredita ser a única representante dessas mulheres nas discussões e apresenta os pontos principais destacados pelas presidiárias de Butantã, onde ela realizou uma conferência antes de vir para Brasília. “Em primeiro lugar, é necessária uma agilidade maior nos processos dessas mulheres”, afirma Ângela, que enumera outras prioridades. “Elas têm de ser agregadas no mercado de trabalho e para isso precisam ser capacitadas; faltam médicos nos presídios e tratamento digno para mulher idosa”, aponta.

A mensagem que a militante quer deixar nesta 3ª Conferência é a necessidade de inclusão. “Não podemos deixar de vê-las, pois elas clamam por políticas públicas. Elas precisam ter um acolhimento maior da sociedade”, conclui.

Secretarias municipais

Pela primeira vez, Rosana Rocha e Dulcinéia Vicente, da Caravana de São José dos Campos (SP), participam da 3ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres, que começou hoje (12/12) em Brasília.

Segundo elas, a caravana veio com foco. “Queremos sair daqui com as propostas resolvidas. No nosso estado estamos com o firme propósito de criar secretarias de políticas para as mulheres nos municípios. Ninguém aqui veio passear. Queremos ações concretas, fora do papel”, afirma Rosana.

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