Defensoria pública: uma aliada

As defensorias públicas estaduais e federal podem ser vistas pelas mulheres como parceiras. O órgão pode atuar em ações, por exemplo, como tráfego internacional de mulheres, acesso à saúde, violência, assistência internacional, dentre outros.

A defensora pública federal Isabella Karen Simões foi uma das participantes da 3ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres. Para ela, a Defensoria  precisa de investimentos para conseguir atender aos brasileiros em todos os municípios, mas já pode ser vista como uma aliada na luta das mulheres. “A defensoria pública é uma aliada para a efetivação dos direitos e das políticas que vão ser definidas na Conferência”, disse a defensora. Isabella aproveitou o encontro para cobrar do governo um investimento na Defensoria Pública Federal e a contratação de mais defensores públicos, para que a população carente seja melhor atendida e tenha assistência jurídica gratuita. Continue lendo +

Rodas de Conversa: Mulheres jovens e idosas – as políticas e as diferenças

Uma das Rodas de Conversa realizadas na tarde deste penúltimo dia da 3ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres reuniu representantes de duas gerações. Severine Macedo (da Secretaria Nacional da Juventude) e Edusa César Menezes de Araújo Pereira (da Associação Brasileira de Estudos da Melhor Idade) debateram questões referentes à promoção de políticas para esses dois segmentos com o público, no auditório Buriti.

Edusa mostrou semelhanças e diferenças entre idosos e jovens, mas ressaltou que todas as gerações interagem na sociedade e é importante o estabelecimento de vínculos. De acordo com ela, o vínculo se dá em três esferas: jurídico, social e afetivo. “Cultivem a linha afetiva durante a vida toda, para ter uma velhice digna, com qualidade de vida”. Severine destacou a importância do diálogo intergeracional, comentou conquistas e os desafios que há, como por exemplo, a questão dos jovens no campo.

E a vida é bonita e é bonita…

Ao som da bela composição de Gonzaguinha (O que é, o que é) e ao ritmo das palmas das mulheres em volta, Regina de Lima (da delegação de Goiás) presenteou quem passou pelo saguão de entrada do Centro de Convenções, com uma dança especial. Vestida de cigana, ela foi convidando mulheres cadeirantes para acompanhá-la na dança.
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Valorização docente

Professoras, as paranaenses Maria Marli Colli e Márcia Pissolotto vieram para a Conferência em busca de uma atenção especial: o fortalecimento da educação. “Todo mundo passa pelas mãos de um professor. Nós, mulheres, somos a maioria das educadoras e não somos valorizadas”, questiona Maria Marli, de Pitanga (PR), que veio do Paraná com mais de 100 mulheres.

Para as docentes, participar de um encontro como a Conferência é a oportunidade para conhecer a realidade de outros estados brasileiros, as diferentes culturas, costumes e também os sotaques. “Aqui acontece um crescimento na discussão. E, o mais importante, você vê que não está sozinha, que muitas também lutam por uma valorização do seu trabalho e esforço”, analisa Márcia Pissolotto, que mora em Cafeara (PR).

Delegação

O Rio de Janeiro veio em peso para a 3ª Conferência de Políticas para as Mulheres. A delegação do estado conta com 154 representantes de diversos municípios.

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